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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Jardim deu ordens à PSP para colocar "fora" os dirigentes do PND

 

 
 
"Um assalto". O líder do PSD-Madeira classificou desta forma a entrada dos elementos do Partido da Nova Democracia nas instalações do JM
Foi Alberto João Jardim quem deu “ordem” à “Polícia de Segurança Publica” para que colocasse “fora” das instalações do Jornal da Madeira os dirigentes do PND que ontem resolveram se barricar no edifício da Rua Fernão Ornelas.
Jardim falava há instantes no jantar-comício na freguesia do Estreito da Calheta pediu inclusive à assistência que desse uma salva de palmas porque segundo o líder dos social-democratas “cumpriram o que eu pedi”, sublinhou o também recandidato ao lugar de chefe do novo Executivo madeirense.
Ouviram-se de seguida cânticos de ‘olés’ e ‘viva à polícia’ entoada pela JSD e, onde, curiosamente, à frente da comitiva, estava o seu líder, José Pedro Pereira que recentemente foi identificado pela PSP por alegadamente estar envolvido na destruição de cartazes de propaganda política do PND no centro da cidade do Funchal e estar igualmente envolvido por um desacato junto ao molhe da Pontinha. Jardim classificou de "assalto" o incidente.

Cartazes do PND voltaram a ser arrancados

Partido anuncia nova queixa na Polícia

 
 
 
 
Alguns cartazes eleitorais do PND foram esta noite arrancados e deitados para a Ribeira de Santa Luzia, designadamente na Ponte Nova (junto à sede do PSD), Ponte de Santa Emília (perto da subida para a Levada) e na Ponte do Torreão. É o terceiro acto de vandalismo contra propaganda deste partido no período de semana e meia, tendo mandatário da candidatura do PND, Dionísio Andrade, anunciado que vai apresentar nova queixa na Polícia de Segurança Pública.
Entretanto, a mesma força continua a fazer rondas de vigilância nocturna para detectar os autores destes actos. Recorde-se que os cartazes do PND têm uma mensagem em jeito de provocação: "Vota no Alberto João porque o Jaime Ramos quer ganhar mais dinheiro... e os Sousas também".
 

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Funchal

PND ocupa instalações do Jornal da Madeira

O Partido Nova Democracia (PND) ocupou hoje as instalações do Jornal da Madeira, no Funchal. Os candidatos estão barricados no edifício desde as 10:30 desta manhã.
Candidatos do Partido da Nova Democracia estão barricados desde hoje de manhã no edifício-sede do Jornal da Madeira, na Rua Dr. Fernão Ornelas na Baixa do Funchal, onde já se encontra a PSP.
Entre os candidatos barricados estão António Fontes, Gil Canha e Eduardo Welsh.
Os candidatos, acompanhados pelos jornalistas, tentaram aceder à redacção do diário, tendo os jornalistas que faziam a cobertura desta acção sido expulsos do edifício, mantendo-se os candidatos no interior.
Cerca do meio dia chegou um carro de propaganda do Partido Trabalhista Português (PTP) - de José Manuel Coelho - que bloqueou a entrada do edifício. Coelho com um megafone gritava palavras de apoio aos candidatos do PND.
Em declarações ao Diário de Notícias via telemóvel, Gil Canha garantiu que só entraram no Jornal "para uma reunião com a administração" porque querem que o Jornal faça uma cobertura jornalística isenta durante a campanha eleitoral para as próximas eleições no dia 9 de Outubro.

PND barricado no Jornal da Madeira (Veja os vídeos do interior)

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Jornal da Madeira, PND

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PND não quer voto 'às cegas' a 9 de Outubro

Iniciativa política junto à escultura 'Cabra Cega', na Avenida do Mar

 
 
 
 
O PND foi esta manhã à Avenida do Mar, junto à escultura de Sílvio Cró denominada 'cabra cega' apelar a um esclarecimento pleno do eleitorado madeirense antes de 9 de Outubro.
O cabeça de lista da 'Nova Democracia', Hélder Spínola disse que é fundamental os eleitores saberam a real dimensão da dívida da Madeira assim como o plano de resgate. Caso contrário seria melhor o presidente da República adiar as eleições.
Para Hélder Spínola a campanha eleitoral que agora decorre assemelha-se ao popular jogo da cabra cega porque vive-se numa incerteza quanto ao que irá acontecer depois de 9 de Outubro. E o PND não quer que as instituições da República, na aplicação do plano de resgate, confundam Alberto João Jardim com a Madeira e os madeirenses.
Para o PND, o desconhecimento face ao plano de resgate e à auditoria às contas públicas coloca o eleitorado numa incerteza que não abona em nome da verdade eleitoral. De resto, a "batota eleitoral" começou com os números da dívida avançados quer por Jardim quer por Ventura Garcês. Jardim disse primeiro que não chegava a uma orçamento regional (1,5 mil milhões de euros). Ventura Garcês disse inicialmente que rondava os dois mil milhões. Afinal, concluiu recentemente que ronda os 5,8 mil milhões.
"Mas tivemos, agora, mais recentemente, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, a dizer que a auditoria ainda não estava concluída. E que não havia data para a a sua conclusão. Ou seja, temos novamente o secretário regional Ventura Garcês a mentir aos madeirenses", disse.
Hélder Spínola admite que os 5,8 mil milhões da dívida seja um valor que peque por defeito uma vez que o "bolo" ainda não está totalmente contabilizado. Só conhecendo o valor total os madeirenses terão hipótese "de fazer uma escolha [eleitoral] esclarecida e de votar de uma forma consciente", disse.
"Nestas condições [jogo da cabra cega], sabemos que o PSD vai novamente ganhar com maioria. Nestas condições, em que há esta 'batota eleitoral', os madeirenses que têm votado no PSD vão voltar a votar porque não sabem, porque desconhecem o que os espera", disse.
"Temos um Governo que mente e esconde dos madeirenses aquilo que se passa. E temos, novamente, uma oposição tradicional que aceita ir a eleições nestas condições", denunciou. "Havendo eleições, a única hipótese que os madeirenses têm de se 'safar' de um plano de resgate mais austero é castigar o Sr. Jardim, castigar quem andou a aldrabar os madeirenses, quem andou a aldrabar as contas da Madeira, quem andou a penhorar o futuro dos madeirenses", explicou.
"Se os madeirenses castigarem o Dr. Jardim a 9 de Outubro, o país irá perceber que a Madeira não pode ser confundida com o Sr. Jardim, que a Madeira não pode ser confundida com um Governo aldrabão", prosseguiu.
Hélder Spínola teme que, se isso não acontecer, Pedro Passos Coelhos, face às suas relações tensas com Jardim, aplique à Madeira "um castigo que leva todos pela mesma bitola", rematou.

domingo, 25 de setembro de 2011

Eu estive lá!


'Madeirenses Indignados' gritaram 'Viva a Madeira'

 
 
Primeiro ouviu-se um sinal sonoro, depois o silêncio. Mas foi com o vivas à Madeira que terminou a manifestação dos 'Madeirenses Indignados', convocada pelo geógrafo e ex-vereador da Câmara do Funchal, Raimundo Quintal.
Uns ultrapassaram as barreiras colocadas, outros optaram por chegar ao aterro pelo cais. Às 18h15, altura em que se cumpriu um minuto de silêncio, eram cerca de quinhentos os que quiseram marcar presença na manifestação para mostrar indignação contra os deram má imagem da Madeira.
Não estavam previstos discursos, mas de megafone o organizador dirigiu-se aos manifestantes apelando à reflexão de todos para que os madeirenses não sejam vistos como “gente caloteira” e sublinhando que a “Madeira do futuro” é a “Madeira do jardins e das quintas floridas” e não a “Madeira do jardim estragado”.
Cidadãos anónimos, sindicalistas e membros de partidos políticos marcaram presença na manifestação, gente que sem medo de dar a cara quis demonstrar o seu descontentamento.
Em jeito de balanço final, Raimundo Quintal mostrou-se satisfeito com a participação na manifestação e alertou que a mudança não será imediata, mas que a Madeira tem futuro.
No fim alguns ficaram a conversar no aterro, outros foram embora deixando para trás enterradas bandeiras negras sem qualquer inscrição.