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terça-feira, 20 de setembro de 2011

PND faz rábula no Jardim do Campo da Barca

Referência aos 220 milhões de euros da EEM em foco

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PND-M
   
O PND-Madeira realizou hoje à tarde, no Jardim do Campo da Barca (espaço danificado pelo temporal de 20 de Fevereiro e que ainda falta recuperar) uma acção política na qual o popular Manuel Bexiga, encarnado pelo actor Márcio Amaro, foi o protagonista. A acção visou denunciar o estado calamitoso das finanças da Região, com a dívida milionária, fazendo uma especial referência à notícia do jornal 'Público' de hoje, que dá conta de um buraco de 220 milhões de euros na Empresa de Electricidade da Madeira (EEM), uma situação que já mereceu, porém, resposta da Quinta Vigia, que desmente a situação e se queixa de jornalismo mal-intencionado.
Para o PND, porém, esta é mais uma denúncia que se vem somar a um estado de coisas já demasiado grave, tão grave que, nas palavras dos dirigentes do Partido da Nova Democracia, o melhor é mesmo rir... já que não se pode fazer outra coisa.
'Manuel Bexiga' disse ainda que "concorda com o Dr. Alberto João", porque se Portugal deu dinheiro aos países africanos, às ex-colónias, agora eles devem mandar "o dinheirinho para aqui".
"Mas para Lisboa nada, para aqui, para a Mamadeira, para o Dr. Alberto João enterrar lá em cima, na Quinta Vigia, num buraco que eles têm lá. Dizem que eles têm lá um buraco, e no fundo do buraco, uma poça, com cada tubarão (...) para morder o nosso dinheirinho", ironizou o inefável Manuel Bexiga, com um carregadíssimo sotaque madeirense.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O J.J da jantares os “ BENGALINHAS” dão material informático. Vale tudo para comprar votos. São mesmo farinha do mesmo saco!


José Manuel Rodrigues entrega material informático em Gaula

 

 
 
iniciativa do CDS/PP realiza-se no âmbito do fundo de autarcas do partido
O presidente do CDS/PP Madeira, José Manuel Rodrigues, desloca-se amanhã à Freguesia de Gaula, onde vai contactar com a população e entregar no âmbito do fundo de autarcas do partido equipamentos informáticos na Junta de Freguesia. Pelas 18h30.

PND desafia oposição a assumir "posição concertada" para adiar as eleições

“Nós vivemos numa pequena ervilha, onde uma inauguração de uma estrada faz com que a ilha fique grávida”, alude António Fontes

 
 
 
 
O candidato do PND insurgiu-se contra a ausência de uma “posição concertada” das forças políticas da oposição face às “graves irregularidades” nas contas da Região Autónoma da Madeira. António Fontes desafiou todos a “sentarem-se à mesma mesa num lugar escuro onde ninguém veja” para analisar a hipótese de adiar as eleições.
“Porque nós estamos outra vez perante uma chapelada eleitoral, na pré-campanha - e agora vai se iniciar a campanha - e no acto eleitoral”, justificou o candidato da ‘Nova Democracia’, esta manhã, à porta da ACIF-CCIM.
António Fontes constata que “o eleitorado madeirense não consegue dar a volta a isto porque os votos já estão completamente comprados antes do dia 9” e desafiou toda a oposição a convergir em torno do debate sobre o adiamento do acto eleitoral, lembrando que os madeirenses estão primeiro do que os tachos.
“Face às graves irregularidades que se passam na Região Autónoma da Madeira, e irregularidades absolutamente reconhecidas pelo presidente do Governo Regional, é lamentável - e eu diria mesmo que quase vergonhoso -, que a oposição regional não tenha uma posição concertada relativamente a esta questão”, afirmou.
O candidato do PND rebateu ainda “a ilusão de que há obra feita” na Madeira, através do comunicado da presidência de Jardim que quis dar a ideia de que o endividamento valeu a pena. Fontes exemplificou a região do Alentejo onde há 30 anos haviam 100 escolas e hoje há 450, onde antes havia 150 centros de saúde e hoje existem 680, numa região que tinha 10 km de estrada e agora é servido por uma rede de cerca de 20 mil km.
“Isto para dizer que o sr. Presidente do Governo não fez mais do que utilizar os dinheiros públicos que teve à sua disposição para fazer obra na Madeira e isso já foi sufragado pelo povo madeirense”, conclui. “Nós vivemos numa pequena ervilha, onde uma inauguração de uma estrada faz com que a ilha fique grávida”, aludiu António Fontes. Abrir uma estrada, acrescenta, assume a importância de "uma obra quase faraónica".
Na aula de geografia:
Professor – Um continente é uma grande porção de terra e vegetação; um conjunto de países. Como por exemplo a Europa, a America, a África, etc. e é rodeado por água, é como se fosse uma ilha mas em tamanho muito grande. Uma ilha é uma porção de terreno rodeado de água por todos os lados. Por exemplo, a Madeira o que é?
Jodé – Madeira é um buraco de milhões rodeado de dívidas por todos os lados que ninguém lhe vê o fundo!

sábado, 17 de setembro de 2011

Porque será que o ministro das finanças evita falar das contas da ilha da Madeira? Porque são toda farinha do mesmo saco.

Ministro das Finanças evita falar da Madeira

 
 
 
  
O ministro Vítor Gaspar voltou hoje a recusar comentar o caso das contas da Madeira, abandonando a reunião de ministros das Finanças da União Europeia que decorreu ao longo de dois dias em Wroclaw, Polónia, sem prestar declarações. "Eu não vou fazer comentários aqui, muito obrigado", limitou-se a dizer, à saída da reunião, quando confrontado com insistentes questões dos jornalistas portugueses sobre as omissões nas contas da Madeira, que já se recusara a comentar na véspera.

O silêncio de Vítor Gaspar, que não falou aos jornalistas durante os dois dias de conselho informal, quer sobre a Madeira, quer sobre a reunião destinada a discutir a crise na Zona Euro, contrastou com as múltiplas declarações prestadas pelos restantes ministros e governantes presentes no encontro, incluindo sobre a situação de Portugal e na Madeira, que mereceram reações do presidente do Eurogrupo e da Comissão Europeia. Na véspera, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, reconheceu ter sido surpreendido com as notícias sobre a Madeira, manifestando a intenção de se ir informar sobre o assunto, e, mais tarde, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, lamentou em conferência de imprensa aquilo que classificou como "uma surpresa que não é, de todo, bem-vinda".

Os ecos do desvio nas contas da região autónoma acabariam por ensombrar, para Portugal, uma reunião que até começara de feição, com os elogios do Eurogrupo à forma como tem sido implementado o programa de ajustamento português.